Sois número!

Vejo números no amanhecer, e afixado no quadro do destino, um emaranhado de rotas que brilham e acendem-se como semáforo inquieto que aguarda o transito, flui ao sabor do vento que enfuna velas e ao mesmo tempo acende esperanças.

E esse mesmo amanhecer é feito de números na cadeia de valores, e na pontuação das coisas deixamos o vento nos tocar em um universo em que o destino não é o que nos faz, mas o que decidimos fazer com ele, e a direção é tão somente a que a nossa bussola aponta.

E não há formula que defina na soma ou na subtração dos dias, todos se encaixam no final e margeando essa equação, estamos simplesmente ali, fazendo o peso que a balança precisa, como imã, cumprimento que a vida exibe.

E no bloco de anotações da minha mente, tento fazer as contas, seja par ou ímpar, seja doze ou treze, pois a sorte, essa caminha aleatória e quiçá seja de seis dígitos, mas hoje no quinto dia da semana eu vejo sexta e embaralho a contagem novamente.

Se não há sorte que defina, ou azar que delimite e como nos dados o que importa é o que virá depois de jogado… Rodo a roleta e torço para dar o que tiver na mão e na consciência. Simples assim!

Boa sorte na sexta 13 e façam as suas apostas.

O silencio das palavras!

Procuro nas sombras que ainda não foram expulsas pelo sol, vestígios do silencio e descubro que o mundo inteiro desperta no sorriso amarelo do sol e solto o meu para desencanto e abro o peito à existência do concreto armado.

 E em cada esquina sombras se quebram se despedaçam e o calor da energia que margeia essa veia pulsante chega até a garganta e desengasga no bom-dia simples, universal de cumprimento.

 Descubro que essa é a senha do mundo, a que firma o compromisso, a que julga a inconsistência que anima e dita às regras, a que faz sorrir a que ensina que cada instante é importante. A consciência.

 E nessa coletânea, transformo as linhas em palavras e quebro o silencio do dia, subindo no mais alto ponto e reverberando na garganta lanço em bom tom o Bom-dia, mesmo que virtualizado!

 Hoje não deixe preso na garganta palavras que encantam que animam que educa, que dita amor, liberte-a deixa-a romper a barreira silenciosa das sombras e descobrirá que existirá e o eco. Quebre o silencio e você o ouvirá em alto e bom tom.

Divisão das Águas

O céu divide-se em vermelho e negro, e entre o fogo e gelo, do sol e chuva, volto às rotinas que norteiam as buscas que me permito e deixo a mensagem nas rimas e soltas ao vento.

 Caminho pelo caminho de milhares e acumulo o mesmo pó e levanto-o com o vento leve fazendo de sinais apagados a direção que minha porção aventureira vislumbra e nela busco minha verdadeira face.

 Faço planos para um ano que me acena e votos que não sei se serão cumpridos na íntegra. Mas a certeza de que a busca é só minha é a mesma da existência da mesma pedra que todos anseiam.

 Não me desvio mais de pedras do caminho, lapido-as ao tempo que me resta e dela tento fazer a escultura, o ícone ou o verdadeiro artefato que me transformará.

 E na mensagem que boia nas águas que se dividem, essa são as linhas para os que vislumbram o amanhã, para os que creem em suas próprias promessas, para os que o hoje é o dia e fincam na certeza interior o verdadeiro sentido.

 Não faca listas de planos que fiquem na gaveta, metas que não foram e que agora. Não inicie a jornada sem saber o que busca. E não cave tesouros sem saber se ele realmente existe, pois às vezes ele esta mais perto do que você imagina…

 Bom ano novo, boas buscas e boas realizações, que elas tenham a rima, a sua rima e que terminem sempre em paz. Que tenha a certeza de que a sua busca é real e vale a pena lutar novamente, todos os dias da semana.

 Hoje é sexta na filosofal existência.

Mensagem da transformação

Mensagem da transformação

Se pudesse publicaria um livro em branco e distribuiria pelas ruas!

Para que cada um pudesse escrever alguma coisa boa. Esse livro seria compartilhado. Não teria preço, estaria disponível para quem quisesse ler, para quem quisesse ouvir, para quem quisesse ver. Na capa estamparia um sorriso que é a esperança de um mundo melhor.

E para aqueles que fiquem na duvida, que procurassem as palavras certas, deixaria algumas dicas retiradas de todo canto:

Futuro: Não se preocupe com ele, o amanhã é tão inexplicável que tentar entende-lo será o mesmo que tentar explicar o porque hoje você fez algo diferente de ontem. Você só perderá o seu melhor momento tentando explicar algo que já passou. Faça hoje certo.

Amor :Não ache que o amor você encontrará em um quadro de receitas, ele é tão inexplicável como o sentido de sua existência. Mas existe e pode ter certeza, está disponível para todos e é de graça e incorruptível, o dinheiro não o compra e  apesar de dizerem que pode facilitar… Não acredite nisso, não vale a pena, mas existem apostas em jogo… e na dica final, com ele você ganha de brinda a felicidade!

Dietas: Esqueça que existe dieta! Sim isso mesmo, elas existem para cortar justamente o que você mais gosta. Aceite que está precisando repensar a sua saúde e recomece, reeduque-se e alimente-se saudavelmente, você verá que sempre poderá substituir alguma coisa e será feliz com isso. Mas se isso não te importa, não brigue com a balança

Amigos: Conquiste-os, não os acumule, partilhe, participe e os adicione, não para fazerem numero, mas para te conhecerem do jeito que você realmente é, eles se amigos mesmos serão a força que você terá quando precisar no meio da noite encontrar um ombro para chorar, ou para compartilhar a sua felicidade.

Paciência: Sim, eu ia deixar de fora. Mas tenha muita paciência, ouça mais e aprenderá mais, entenda e descobrirá que as vezes seus problemas são ínfimos e existem pessoas que só precisam de alguém para ouvir o que elas tem a dizer. Mas se não tiver, escute você mesmo e se chegou até aqui, pode ter certeza que a teve.

Comece hoje! Comece hoje tudo aquilo que deixaria para amanha, pois como eu disse no inicio o amanha é inexplicável e arrependimento não mata, mas você já deve ter ouvido isso não é mesmo? Então comece agora!!

Que amanhã seja a realização do seu hoje. Que o ano comece em paz e que todos tenham saúde para recomeçar, reconstruir e merecer tudo isso, e sabemos que não é fácil, mas tentaremos, somos vencedores e dentro de nós a cada amanhecer ele espera, cochila e acorda com o raiar do sol, desde o seu primeiro dia como ser humano, desde a sua inicial existência.

Feliz Ano Novo.

Moinhos de vento

Moinhos de vento

Ainda não vejo o sol no despertar, mas a consciência de ele continua a brilhar em algum lugar  apesar das nuvens que bloqueiam seus raios na aurora, e me faço musicista no som harmonioso do vento que bate a minha janela sussurrando meu nome.

Ergo a lança que me arremete a luta incessante e traço planos no plano inquieto, onde  dragões não cospem apenas fogo, mas se alimentam de almas puras e as molda a seu bel-prazer. Por vezes gostaria que fossem apenas moinhos impulsionados pelo vento.

De meu cavalo alado, lanço ao poço uma flor, que na inspiração de uma Dulcinéia, me permita continuar a combater meus moinhos e dragões e no espelho límpido da consciência desvendar o véu incólume  da utopia que se mescla nas cores dos dias nas linhas não escritas e na poesia do poeta.

Quem nunca transformou  gigantes em moinhos? Quem não se lançou na luta sem enxergar o inimigo desconhecido? Não temos dezenas de gigantes que combatemos de segunda a sexta?

Hoje, escute as palavras que o vento lhe traz e seja um Quixote de espada em riste ou se preferir, deixe o pensamento impulsionar a engrenagem que te faz girar.

Apocalipticas

Não se encontra amanhecer de rimas feitas, pois esses seriam como penas arrancadas de asas quebradas cujos voos não alçam mais, pois o destino seria de grade que esquadrinham ideias e as consumiram como pão na mesa, como horas extirpadas no fim do dia ou o comando que as apagas na estrofe inacabada.

Mas o poeta desperta de sonhos apocalípticos e na cadeia de uns, enxerga a mesma lua e toma as ruas como rima e inclui Marcelos e cutelos na umbilical que não se extirpa e que se alimenta da mesma prosa.

Despertai… Se na sombra de Parreiras eu não sei, mas sorvo os dias e sorrio sob horas inquietas, pois essas são infinitas. E certo que algumas morrem despercebidas, as libero criativas, na mesma sexta na mesma essência mágica de todos os dias.

No Débito ou no Crédito?

Dedilho palavras no amanhecer, pois o entardecer será futuro e o presente ainda é palco para os sonidos que a minha parcela arrítmica do dia me presenteia no abrir de olhos. E assim estendo o rótulo e etiqueto no preço que me atrai na prateleira e que na mesma janela na mesma tela que me exibe também me vende.

Não vou deixar expectativas do amanhã para meu existir, não deixarei que ceguem o horizonte com tapumes coloridos ou spams indecifráveis na subliminar das entrelinhas do cartão de crédito que me parcela ou na promoção de que o que resta é o resultado final.

O hoje é ótimo, o amanha se for bom ainda não chegou, toco a musica e curto o som no compasso da minha respiração agora, de olhos abertos e mirando a ampulheta, pois a areia não para.

Rogo o dia inexato, o sol que acaba de sair, e links que me levem ao sabor do vento doce, recheado de paraísos palpaveis, ora caóticos cujo conteúdo cristalino se confunde entre o que fazer e o que ser.

O amanhã, oh o amanhã não cabe o pensamento nesse instante, pois do inicio ao final desse pequeno ensaio, não dedilho, não dou crédito ou rogarei ciências exatas, brindarei o agora, pois esse sim é que fará a diferença no final.

E o que resta no final?  Será o minuto que te encerra, pois o ontem será inválido, sem cor e sem perfume, apenas um traço onde as lembranças residem esquecidas e tristes.

Então use o débito imediato, e o crédito? Deixe para aqueles que ainda adormecem.

A sexta é touch screen

A tela é cinza e a retina límpida, a tez não importa, mas o clique é uníssono na tela que lhe caiba e a sexta é quente nas imaginações vespertinas e nas libertinas onde, para cada qual cabe a sua parte da maçã, seja ela de acrílico e aço ou na lembrança de uma boa parafernália eletrônica ou apenas fruto.

Vejo cada dia como parte do paraíso que me cabe, na mesma arvore da qual faço parte, da genealógica a de uma rede social, a que me rotula, a que me intitula em que ou no que ser. E assim tomo o gosto na mordida que dou e sorvo o caldo no caule devido, proibido ou não.

Dedilho indecifráveis hieróglifos a esmo e monto silabas na babel comunicativa e vejo os chip´s que me interligam e assim vai contando, paginando e refazendo todo um caminho, de aço e carne, sintético e anacrônico, postando aqui e acolá o que dá a marca, o que dá o sonho e a visão do amanha.

Hoje baixo a musica e toco em bom som, e no casual que o dia me veste, arqueio o corpo e suspiro no contar das horas, na visão do céu sempre azul e da certeza de ser mais um dia no paraíso, saio deslizando no toque leve da imensa tela e posto no blog inquieto as palavras. Sim a sexta pode ser touch screen.

Desbravando ondas

O dia é amanhecer de mar azul, não importa a ressaca ele sempre estará lá, na certeza de ser mar, no desejo de aqui estar, junto a areia que se limita simplesmente a lhe beijar.

Caminho e pego emprestado o desejo de ser mar, buscando descobertas novas, abrindo portas nas armações ribeirinhas desse meu caminhar, não por menos canceriano, não por menos navegante em um horizonte inquieto, onde o espelho d água reflete quem realmente sou.

Hoje, abro os braços e não limito aonde vou e não me importo com a volta, pois traço bem o caminho, e no plano azul, tenho estrelas a me guiar às vezes afoitas com o vento norte, ou serena com a lua nova ou simplesmente ícones em um deserto de dunas vivas.

Hoje, refaço a balsa que me carrega todos os dias, e reforço as amarras que aprumam, e brindo o dia com o sorriso que me transforma, na carranca que desbrava ondas e que me impulsiona peito aberto ao que vier, e assim navego em águas às vezes turbulentas e outras na calmaria que adormece.

Ergam as velas navegantes, hoje é sexta e sendo assim, o mar está para peixe e pronto a ser desbravado.

Até onde vai seu caminhar?

Veja o horizonte ao longe, mesmo que não tenha mar,
mesmo que sua janela dê para a parede,
feche os olhos e esteja lá.
Veja as nuvens que se movem, tome carona e se vá,
não se importe com a volta,
talvez carona não haja.
Faça  uma balsa nova,
se a sua já não te cabe,
deixe troncos velhos e quebrados,
coloque novos no lugar,
troque as cordas das amarras
jogue fora a roupa velha
e recomece a paginar.
Pense alto e nunca tema
o que podes alcançar,
se o horizonte é caminho é
onde deve começar,
se pensas grande, sê grande,
se  pequeno será.
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