Divisão das Águas
O céu divide-se em vermelho e negro, e entre o fogo e gelo, do sol e chuva, volto às rotinas que norteiam as buscas que me permito e deixo a mensagem nas rimas e soltas ao vento.
Caminho pelo caminho de milhares e acumulo o mesmo pó e levanto-o com o vento leve fazendo de sinais apagados a direção que minha porção aventureira vislumbra e nela busco minha verdadeira face.
Faço planos para um ano que me acena e votos que não sei se serão cumpridos na íntegra. Mas a certeza de que a busca é só minha é a mesma da existência da mesma pedra que todos anseiam.
Não me desvio mais de pedras do caminho, lapido-as ao tempo que me resta e dela tento fazer a escultura, o ícone ou o verdadeiro artefato que me transformará.
E na mensagem que boia nas águas que se dividem, essa são as linhas para os que vislumbram o amanhã, para os que creem em suas próprias promessas, para os que o hoje é o dia e fincam na certeza interior o verdadeiro sentido.
Não faca listas de planos que fiquem na gaveta, metas que não foram e que agora. Não inicie a jornada sem saber o que busca. E não cave tesouros sem saber se ele realmente existe, pois às vezes ele esta mais perto do que você imagina…
Bom ano novo, boas buscas e boas realizações, que elas tenham a rima, a sua rima e que terminem sempre em paz. Que tenha a certeza de que a sua busca é real e vale a pena lutar novamente, todos os dias da semana.
Hoje é sexta na filosofal existência.
Publicado em janeiro 2, 2012, em Prosa Poetica. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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