Arquivos Mensais:janeiro 2012
Sois número!
Vejo números no amanhecer, e afixado no quadro do destino, um emaranhado de rotas que brilham e acendem-se como semáforo inquieto que aguarda o transito, flui ao sabor do vento que enfuna velas e ao mesmo tempo acende esperanças.
E esse mesmo amanhecer é feito de números na cadeia de valores, e na pontuação das coisas deixamos o vento nos tocar em um universo em que o destino não é o que nos faz, mas o que decidimos fazer com ele, e a direção é tão somente a que a nossa bussola aponta.
E não há formula que defina na soma ou na subtração dos dias, todos se encaixam no final e margeando essa equação, estamos simplesmente ali, fazendo o peso que a balança precisa, como imã, cumprimento que a vida exibe.
E no bloco de anotações da minha mente, tento fazer as contas, seja par ou ímpar, seja doze ou treze, pois a sorte, essa caminha aleatória e quiçá seja de seis dígitos, mas hoje no quinto dia da semana eu vejo sexta e embaralho a contagem novamente.
Se não há sorte que defina, ou azar que delimite e como nos dados o que importa é o que virá depois de jogado… Rodo a roleta e torço para dar o que tiver na mão e na consciência. Simples assim!
Boa sorte na sexta 13 e façam as suas apostas.
O silencio das palavras!
Procuro nas sombras que ainda não foram expulsas pelo sol, vestígios do silencio e descubro que o mundo inteiro desperta no sorriso amarelo do sol e solto o meu para desencanto e abro o peito à existência do concreto armado.
E em cada esquina sombras se quebram se despedaçam e o calor da energia que margeia essa veia pulsante chega até a garganta e desengasga no bom-dia simples, universal de cumprimento.
Descubro que essa é a senha do mundo, a que firma o compromisso, a que julga a inconsistência que anima e dita às regras, a que faz sorrir a que ensina que cada instante é importante. A consciência.
E nessa coletânea, transformo as linhas em palavras e quebro o silencio do dia, subindo no mais alto ponto e reverberando na garganta lanço em bom tom o Bom-dia, mesmo que virtualizado!
Hoje não deixe preso na garganta palavras que encantam que animam que educa, que dita amor, liberte-a deixa-a romper a barreira silenciosa das sombras e descobrirá que existirá e o eco. Quebre o silencio e você o ouvirá em alto e bom tom.
Divisão das Águas
O céu divide-se em vermelho e negro, e entre o fogo e gelo, do sol e chuva, volto às rotinas que norteiam as buscas que me permito e deixo a mensagem nas rimas e soltas ao vento.
Caminho pelo caminho de milhares e acumulo o mesmo pó e levanto-o com o vento leve fazendo de sinais apagados a direção que minha porção aventureira vislumbra e nela busco minha verdadeira face.
Faço planos para um ano que me acena e votos que não sei se serão cumpridos na íntegra. Mas a certeza de que a busca é só minha é a mesma da existência da mesma pedra que todos anseiam.
Não me desvio mais de pedras do caminho, lapido-as ao tempo que me resta e dela tento fazer a escultura, o ícone ou o verdadeiro artefato que me transformará.
E na mensagem que boia nas águas que se dividem, essa são as linhas para os que vislumbram o amanhã, para os que creem em suas próprias promessas, para os que o hoje é o dia e fincam na certeza interior o verdadeiro sentido.
Não faca listas de planos que fiquem na gaveta, metas que não foram e que agora. Não inicie a jornada sem saber o que busca. E não cave tesouros sem saber se ele realmente existe, pois às vezes ele esta mais perto do que você imagina…
Bom ano novo, boas buscas e boas realizações, que elas tenham a rima, a sua rima e que terminem sempre em paz. Que tenha a certeza de que a sua busca é real e vale a pena lutar novamente, todos os dias da semana.
Hoje é sexta na filosofal existência.
