Moinhos de vento

Moinhos de vento

Ainda não vejo o sol no despertar, mas a consciência de ele continua a brilhar em algum lugar  apesar das nuvens que bloqueiam seus raios na aurora, e me faço musicista no som harmonioso do vento que bate a minha janela sussurrando meu nome.

Ergo a lança que me arremete a luta incessante e traço planos no plano inquieto, onde  dragões não cospem apenas fogo, mas se alimentam de almas puras e as molda a seu bel-prazer. Por vezes gostaria que fossem apenas moinhos impulsionados pelo vento.

De meu cavalo alado, lanço ao poço uma flor, que na inspiração de uma Dulcinéia, me permita continuar a combater meus moinhos e dragões e no espelho límpido da consciência desvendar o véu incólume  da utopia que se mescla nas cores dos dias nas linhas não escritas e na poesia do poeta.

Quem nunca transformou  gigantes em moinhos? Quem não se lançou na luta sem enxergar o inimigo desconhecido? Não temos dezenas de gigantes que combatemos de segunda a sexta?

Hoje, escute as palavras que o vento lhe traz e seja um Quixote de espada em riste ou se preferir, deixe o pensamento impulsionar a engrenagem que te faz girar.

Sobre joseli@lves

Carioca, nasceu em Barra do Pirai -RJ , poeta e romancista, seu blog foi criado em 2003, lançou o primeiro livro 2008 "SOB O SIGNO DE CANCER" ISBN 978-85-7718-236-7 - BN 013672-v02. Publica sob o pseudônimo de Jo Alves em diversos blogs no Brasil e Exterior.

Publicado em dezembro 2, 2011, em Prosa Poetica. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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