Moinhos de vento
Moinhos de vento
Ainda não vejo o sol no despertar, mas a consciência de ele continua a brilhar em algum lugar apesar das nuvens que bloqueiam seus raios na aurora, e me faço musicista no som harmonioso do vento que bate a minha janela sussurrando meu nome.
Ergo a lança que me arremete a luta incessante e traço planos no plano inquieto, onde dragões não cospem apenas fogo, mas se alimentam de almas puras e as molda a seu bel-prazer. Por vezes gostaria que fossem apenas moinhos impulsionados pelo vento.
De meu cavalo alado, lanço ao poço uma flor, que na inspiração de uma Dulcinéia, me permita continuar a combater meus moinhos e dragões e no espelho límpido da consciência desvendar o véu incólume da utopia que se mescla nas cores dos dias nas linhas não escritas e na poesia do poeta.
Quem nunca transformou gigantes em moinhos? Quem não se lançou na luta sem enxergar o inimigo desconhecido? Não temos dezenas de gigantes que combatemos de segunda a sexta?
Hoje, escute as palavras que o vento lhe traz e seja um Quixote de espada em riste ou se preferir, deixe o pensamento impulsionar a engrenagem que te faz girar.
Publicado em dezembro 2, 2011, em Prosa Poetica. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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