Odes de um Jardineiro
No relento a imaginar, como será seu florescer, entre tantas a mais bela e me coube o destino. Caule esguio, onde guio minhas mãos, atendo-me a sua fragilidade de flor, que leve e fina se transcende a mais pura poesia.
Alegro-me ao ver nesse jardim, entre tantas rosas que há, mas seus traços e perfume a destacam.
Perfeição cantada, perfume em essências mil, emoldurada e eternizada, sempre ti. Não me cabe tal felicidade, em meu peito jardineiro, não me ache inquieto, sou apenas um mortal simplório, tentando descobrir uma razão, que já aceito ser impossível no meu peito de poeta amador, tentar achar o motivo de querer estar tão perto, mesmo sabendo ser impossível.
Rosas serás e tal qual, caberá a mim sua visão ao florescer, seu perfume na aurora e suas lembranças na noite solitária de uma primavera colorida.
Por: Joseli Alves
Publicado em 23 de outubro de 2007, em Poemas. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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