Fina garoa no céu azul

Dezembro 4, 2009

Nuvens na cidade sol, lágrimas escorrem do céu sempre azul, que se transcende além dos sons que ecoam em uma esquina por aí. A garoa que era acolá, hoje cá está parafraseando o que ainda há de vir, o que ainda possa ter…

Quer saber? Que assim seja, lave as ruas e umedeça a alma, cujas penas se expiam nos longos dias que se comprimem e cada instante é menos, cada hora vai ficando tão mínima, que parecem lágrimas, que secam antes de cair ao solo quente.

E de solo, somos nós que na coletividade, enfurnam risos e se ocultam na garoa que nos tornam sombras encobrindo a alegria oculta em eletrônicos abraços, e frios apertos de mãos, ou a sobrancelha levantada, na ausência de um som.

Soltemos o grito, e na ausência do luminescente, façamos o brilho de cada um afastar as sombras e que a sexta se ilumine, e eleve cada um ao patamar que nos é justo, sempre além do sol e entoemos em bom e sonoro som. Somos nós que fazemos a diferença, a cada dia, humanos e sensíveis.


Fissão, fissura… Energia pura!!

Novembro 27, 2009

O céu, é nuvens coloridas, no horizonte que nos assemelhe, na precisão cirúrgica das horas ou na benevolência atômica que nos transforma, bit´s e bytes, prótons e elétrons, no choque que se possa causar, estamos de pé.

Contam-se fios no amarfanhado mundo, nas discussões rouba-se nos atos, pecados, nega-se fé, no além da energia que nos move, onde tem-se algo além dos moinhos, Don Quixote que o diga…

Acertem os ponteiros, revejam os calendários, ao tal fim se aproxima, haja energia para chegar, e seja em qual usina, tem sempre uma tomada ou botão para retardar o processo.
E enquanto para uns é começo, vamos curtindo o da semana, sorrindo e admirando, pois por aqui, além de um meridiano, há sol, e a energia é sempre boa, dentro de cada um, molecular, humana e pulsante.

Bum!! A semana se foi, e já que há briga de energia, a minha é para outros fins… Bem mais pacifica…


Um certo som no fim do dia.

Novembro 19, 2009

A semana estala inaudível, nos cafés de copo plástico, ou nos corredores aromatizados, onde suamos camisas, embalados pelos batuques MP3, que nos mantém acordados, acessos nas fogueiras, alimentadas pelo tronco, corpo e membro, que consumido a cada dia nos torna libertos, no final de cada dia e senhores na abolição.

Pelas ruas, cafezais concretados, no gole carioca ou no drink que lhe torna coffe. No renome utópico que o progresso se apresenta, nas vitrines que viram horizontes, que apontam a cor que separam faixas e que se cruzam no imaginário, nos tornando pátrios, autônomos e autômatos de segunda a sexta.

Solte o verbo e deixe descer a porção enraizada, cuja cútis se não nega, pode existir bem lá no fundo, o desejo forte, de quebrar a cada dia, um grilhão e romper barreiras.

O fim do dia é batuque, e o samba, esse enraizado, me trás a lembrança, o elo se quebrou, a sexta é quinta, e já se faz ouvir no final, e afinal, a pena é ouro, refletida no sol que nos torna bronzeados, na assinatura que se faz Lei!


Ebulição… Ponto de bala!

Novembro 14, 2009

No chão, cacos coloridos, pecas do dominó espalhado sobre a mesa, rascunhos incoerentes, povoando idéias, sugestões e gestos, na semana de takes, flashback, grafites no rascunho e serifas numa fonte… Nuances.

A semana é iluminada, com estrelas e raios no horizonte, capitulando cada um, na sua excelência, paciência e sintonia. Sol no Rio quarenta graus, fervendo no grau que nos norteia, na ebulição que nos condensa nos ínfimos detalhes, da semana que se transforma.

Cada detalhe, nos levando ao imaginário, que nos torna, supersticiosos, e na porção onisciente, ínfima, nos remete ao que realmente somos humanos no processo evolutivo, na mesma cadeia, no palco incerto, acenando e aplaudindo.

Desce a cortina, o show se finda, lá fora as luzes ainda estão acessas, mais brilhantes, o calor que nos molda, no UM grau que nos transforma na mesma bateria que vai de zero a cem. Impulsionando, pulsando, em ponto de bala, a continuar…

A sexta é treze e não estraga o ato, cuja superstição nos remete instintivos, a bater na madeira. TOC, TOC, TOC… “o último a sair apague a luz!”.


Pelas Avenidas…

Novembro 6, 2009

O dia é roleta no ir e vir, nas avenidas que trafegam sonhos e o Brasil. O transito é Real nas lambretas corta-faixas, assim como no destino, que cruza subúrbios e cidades, rumo às colméias que nos faz operários, quiçá zangões ou rainhas.

A sala é um, no ponto de vista enumerado, que nos cerca nos centros, cujos custos, nos etiquetam, lançam e negociam, no pendular das horas, aqui e acolá, onde quer que o pólen esteja do Leblon a JK.

A rua é sol a pino, parafina deslizante, areia branca pelas mãos a escorrer. É verão antecipado, flores na janela, ou abertas para a brisa, que nos carrega no fechar dos olhos.

No peito, bate um sentimento, no vôo singular, que nos torna libertos, no refestelar aquietado, peito estufado, sorvendo o mel, doce, fresco e ambientado, nesse cotidiano social. Que nos transmuta no dia, que deixamos a colméia e vamos a campo florear. Bom dia e Bom vôo!


Além das giratórias…

Outubro 30, 2009

No inicio e fim da escada, o ar viciado da rua é sol, batendo no corpo, condicionado de ar, seco, frio. Na cabeça, desanuviam-se idéias, mirabolantes na curta, longa, extasiante e prolongada…

Há de ter, Happy Night, no fim de tarde que se coroa, na semana que “nem Freud explica”, no já consumado, massacrado, azulejado e calejado corpo, que pulsa e sente, e que pela garganta abaixo, sufoca o gemido, mas solta o grito, que nos torna “dual”, transformes, id´s encravado na psique.

Cientes e pacientes, na luta que interporá um ramo, na arvore que enraíza no canteiro, frio ou quente, que as emoções encarregam de ser, no que se moldam, tornam, ou entornam, no caldo supra-sumo. Humanos.

Escorregue o dedo, lentamente, na chave que corta a corrente, vital energia, maquinal. Na inferior, um sinal, na tela estreita uma linha quente, do sol que desponta e nos gira, sem parar, lembrando o fato… Hoje é sexta-feira e que além das giratórias, há mais que um dedal. Há sorrisos e algo mais, espreitando na esquina.


Papel de parede!

Outubro 23, 2009

A brisa no ar é leve, levantando a poeira fina que se espalha, como boa nova, levantando papeis sobre mesas silenciosas, máquinas desligadas e telefones mudos. Som de passos que se afastam no corredor estreito e nas escadas curtas que nos levam rua a fora.

Há encontros e desencontros, dependurados na parede, mensagens e lembretes, que nos torneiam e subjugam o que somos, planilhas e colunas, linhas e compatibilidades, tons e bits, no estalar dos dedos e teclas.

No celular o bip encantado, no céu a tarde inacabada, cuja paisagem é verão, horário nobre, ligeiro e misturado ao cheiro de asfalto e mar, na consciência de que há algo mais por trás dos fios e Bluetooth.

Na cabeça as reflexões, um “deixa pra lá” da semana apertada e cansativa, cedo demais, tarde demais, dever cumprido. No peito, o casual Day, o dia é casual no closet que nos engravata, como papel de parede de segunda a quinta. Olhe para o alto e para o lado e sorria! Estenda a mão e shutdown… A semana se foi!


Libertas… Que serás!

Outubro 16, 2009

Quero continuar, garoto maroto, travesso ao acaso, colhendo de cá e acolá, as sabedorias que há de ter para buscar, correndo pátios e no pega-pega, alimentado no toque simples, como o apertar de mão.

A poeira é giz na lousa, que traça pentágonos e hexágonos, no dna professoral, entalhado em cada grão, que faz de nós árvores e frutos, mestres e alunos, alimentados dessa mesma seiva.

Celulose rabiscado sobre a mesa, e ainda nos traços, abnegam um sorriso. Liberto a mente das simbologias e a deixo em um canto até mais ver, embaixo do tapete que transforma e transporta na mesma rima que busca rimar. Cabide a balançar no closet, naftalina no congestionado ar, teclas para teclar.

Bits e Bytes no calor processado, que nos torna mecânicos, o sorriso não mostra os dentes e não há recreio, na sirene que toca as dez, e nem a folha de rabiscos e borrachas. Só as eletrônicas, na sabedoria que virou “WWW”.

No bolso, a gravata que me faz Yuppie, oculta na camisa aberta que me faz Happy. Varonil, no dia da semana que se torna Áureo, no mesmo que acaba as cinco, cuja Devassa é na tarde morna e primaveril o cubo de gelo, que derrete livre, lento e consciente, ainda sem substituto eletrônico, na mesa de madeira seca, ou na roda dos amigos de carne e osso, cujo abraço é real.


Brincadeira de criança..

Outubro 9, 2009

Hoje contamos as horas, minutos e segundos que nos cercam como grades, que nos norteiam e nos grilam no que nos propomos a ser um dia, quer num anseio utópico ou na pura e simples designação do destino. Se alguém ainda acredita.

Há espelhos d’água na rua incerta, e não importa espirros ou pisoteio, ou a argila que nos molda, no imaginário ou nas linhas retesadas, cujo cerol é vidro, dos mesmos espelhos que nos reflete, e esse sempre aponta ao futuro. Sempre em busca de uma ruga, que o tempo insiste em presentear.

Grãos na contagem, munição da ampulheta, que inócua, nos observa e sorri. – Adultos…

Trace o risco, pinte e borde e solte o riso, pois dentro da carcaça dura, ainda resta um que adocicado, um sorriso ou gargalhada que ainda desprenda a lembrança. E se encontrará ainda na esperança de um sorriso, que no fundo (e às vezes nem tanto), ainda somos uma eterna criança.

E assim brincamos. No happy Hour que nos transmuta e nos traveste de adultos a simples seres, no desenho animado chamado vida, na tela externa de cada um.


Welcome to Rio de Janeiro

Outubro 2, 2009

 

O dia é facultativo, na eleição que nos torna olímpicos e na luta de cada um, há sempre recorde a ser quebrados, uma linha de chegada, ou um tatame para alguém beijar a lona, ou algo mais que valha a pena vencer.

O dia é sol a pino, na sexta de contagem de medalhas, nas vias que percorremos ciclistas ou velocistas nas decisões que encadernam e emolduram as paredes. Correndo, e marchando desviando das flechas que buscam alvos a serem marcados, no jogo de cada um.

Primavera é flor a vera, na quantidade de botões que se arrancam e despetalam, no caminhar sonoro, no rolo compressor que leva, ruma a arena que nos torna gladiadores ou leões, na pura realidade desse coliseu. E a utopia é de todos, o cenário é luta e vale um lobby, aqui ou acolá.

No fim, há sempre uma fita a ser quebrada, e que no pódio, se ouça o tilintar de taças, espumante e a reza forte. Hoje o chumbo se transmuta, e na alquimia das coisas, vira ouro no final. E o brinde não importa, quer seja pela escolha, ou pelo dia ensolarado. Somos nós no amanhecer, e ensolarado é puro ouro, no sol que nos torna eternos Cariocas!!
joseli@lves
02 out 2009