Pelas Avenidas…

Novembro 6, 2009

O dia é roleta no ir e vir, nas avenidas que trafegam sonhos e o Brasil. O transito é Real nas lambretas corta-faixas, assim como no destino, que cruza subúrbios e cidades, rumo às colméias que nos faz operários, quiçá zangões ou rainhas.

A sala é um, no ponto de vista enumerado, que nos cerca nos centros, cujos custos, nos etiquetam, lançam e negociam, no pendular das horas, aqui e acolá, onde quer que o pólen esteja do Leblon a JK.

A rua é sol a pino, parafina deslizante, areia branca pelas mãos a escorrer. É verão antecipado, flores na janela, ou abertas para a brisa, que nos carrega no fechar dos olhos.

No peito, bate um sentimento, no vôo singular, que nos torna libertos, no refestelar aquietado, peito estufado, sorvendo o mel, doce, fresco e ambientado, nesse cotidiano social. Que nos transmuta no dia, que deixamos a colméia e vamos a campo florear. Bom dia e Bom vôo!


Além das giratórias…

Outubro 30, 2009

No inicio e fim da escada, o ar viciado da rua é sol, batendo no corpo, condicionado de ar, seco, frio. Na cabeça, desanuviam-se idéias, mirabolantes na curta, longa, extasiante e prolongada…

Há de ter, Happy Night, no fim de tarde que se coroa, na semana que “nem Freud explica”, no já consumado, massacrado, azulejado e calejado corpo, que pulsa e sente, e que pela garganta abaixo, sufoca o gemido, mas solta o grito, que nos torna “dual”, transformes, id´s encravado na psique.

Cientes e pacientes, na luta que interporá um ramo, na arvore que enraíza no canteiro, frio ou quente, que as emoções encarregam de ser, no que se moldam, tornam, ou entornam, no caldo supra-sumo. Humanos.

Escorregue o dedo, lentamente, na chave que corta a corrente, vital energia, maquinal. Na inferior, um sinal, na tela estreita uma linha quente, do sol que desponta e nos gira, sem parar, lembrando o fato… Hoje é sexta-feira e que além das giratórias, há mais que um dedal. Há sorrisos e algo mais, espreitando na esquina.


Papel de parede!

Outubro 23, 2009

A brisa no ar é leve, levantando a poeira fina que se espalha, como boa nova, levantando papeis sobre mesas silenciosas, máquinas desligadas e telefones mudos. Som de passos que se afastam no corredor estreito e nas escadas curtas que nos levam rua a fora.

Há encontros e desencontros, dependurados na parede, mensagens e lembretes, que nos torneiam e subjugam o que somos, planilhas e colunas, linhas e compatibilidades, tons e bits, no estalar dos dedos e teclas.

No celular o bip encantado, no céu a tarde inacabada, cuja paisagem é verão, horário nobre, ligeiro e misturado ao cheiro de asfalto e mar, na consciência de que há algo mais por trás dos fios e Bluetooth.

Na cabeça as reflexões, um “deixa pra lá” da semana apertada e cansativa, cedo demais, tarde demais, dever cumprido. No peito, o casual Day, o dia é casual no closet que nos engravata, como papel de parede de segunda a quinta. Olhe para o alto e para o lado e sorria! Estenda a mão e shutdown… A semana se foi!


Libertas… Que serás!

Outubro 16, 2009

Quero continuar, garoto maroto, travesso ao acaso, colhendo de cá e acolá, as sabedorias que há de ter para buscar, correndo pátios e no pega-pega, alimentado no toque simples, como o apertar de mão.

A poeira é giz na lousa, que traça pentágonos e hexágonos, no dna professoral, entalhado em cada grão, que faz de nós árvores e frutos, mestres e alunos, alimentados dessa mesma seiva.

Celulose rabiscado sobre a mesa, e ainda nos traços, abnegam um sorriso. Liberto a mente das simbologias e a deixo em um canto até mais ver, embaixo do tapete que transforma e transporta na mesma rima que busca rimar. Cabide a balançar no closet, naftalina no congestionado ar, teclas para teclar.

Bits e Bytes no calor processado, que nos torna mecânicos, o sorriso não mostra os dentes e não há recreio, na sirene que toca as dez, e nem a folha de rabiscos e borrachas. Só as eletrônicas, na sabedoria que virou “WWW”.

No bolso, a gravata que me faz Yuppie, oculta na camisa aberta que me faz Happy. Varonil, no dia da semana que se torna Áureo, no mesmo que acaba as cinco, cuja Devassa é na tarde morna e primaveril o cubo de gelo, que derrete livre, lento e consciente, ainda sem substituto eletrônico, na mesa de madeira seca, ou na roda dos amigos de carne e osso, cujo abraço é real.


Brincadeira de criança..

Outubro 9, 2009

Hoje contamos as horas, minutos e segundos que nos cercam como grades, que nos norteiam e nos grilam no que nos propomos a ser um dia, quer num anseio utópico ou na pura e simples designação do destino. Se alguém ainda acredita.

Há espelhos d’água na rua incerta, e não importa espirros ou pisoteio, ou a argila que nos molda, no imaginário ou nas linhas retesadas, cujo cerol é vidro, dos mesmos espelhos que nos reflete, e esse sempre aponta ao futuro. Sempre em busca de uma ruga, que o tempo insiste em presentear.

Grãos na contagem, munição da ampulheta, que inócua, nos observa e sorri. – Adultos…

Trace o risco, pinte e borde e solte o riso, pois dentro da carcaça dura, ainda resta um que adocicado, um sorriso ou gargalhada que ainda desprenda a lembrança. E se encontrará ainda na esperança de um sorriso, que no fundo (e às vezes nem tanto), ainda somos uma eterna criança.

E assim brincamos. No happy Hour que nos transmuta e nos traveste de adultos a simples seres, no desenho animado chamado vida, na tela externa de cada um.


Welcome to Rio de Janeiro

Outubro 2, 2009

 

O dia é facultativo, na eleição que nos torna olímpicos e na luta de cada um, há sempre recorde a ser quebrados, uma linha de chegada, ou um tatame para alguém beijar a lona, ou algo mais que valha a pena vencer.

O dia é sol a pino, na sexta de contagem de medalhas, nas vias que percorremos ciclistas ou velocistas nas decisões que encadernam e emolduram as paredes. Correndo, e marchando desviando das flechas que buscam alvos a serem marcados, no jogo de cada um.

Primavera é flor a vera, na quantidade de botões que se arrancam e despetalam, no caminhar sonoro, no rolo compressor que leva, ruma a arena que nos torna gladiadores ou leões, na pura realidade desse coliseu. E a utopia é de todos, o cenário é luta e vale um lobby, aqui ou acolá.

No fim, há sempre uma fita a ser quebrada, e que no pódio, se ouça o tilintar de taças, espumante e a reza forte. Hoje o chumbo se transmuta, e na alquimia das coisas, vira ouro no final. E o brinde não importa, quer seja pela escolha, ou pelo dia ensolarado. Somos nós no amanhecer, e ensolarado é puro ouro, no sol que nos torna eternos Cariocas!!
joseli@lves
02 out 2009


Pelas Estações de cada um!

Setembro 25, 2009

No caminho, há placas, curvas e setas que nos guiam, numa via chamada Brasil ou nas curvas vicinais de outra estrada qualquer. E  paradas, nas estações coroadas e renomeadas que cada um carrega,  tem sempre uma pausa, um ponto,  um dia descer.

Despencam flores, numa estação que ainda se conta no dedo ou no sentir suave da brisa que nos faz cronistas nos dias do ano,  separando e aguardando o próximo lote. Chova ou faça sol, pois para uns as estações são sol e chuva no entardecer extasiado, ou no amanhecer santificado de cada ser. Seja na Lapa, Cinelândia ou no Ingá. Cada qual com sua pá, ou a objetiva a enquadrar, nomes e fatos, seja lá qual seja o motivo que se tenha.

Cliques e claques, no jardim que coroa a vida. Contando pétalas de sol a sol, caminhando na verdadeira incerteza, que tentam dar nome, semana, meses, prolongados ou estações do ano. Como resmas de folhas contadas na impressão de cada estória.

Avante! Hoje é sexta, no caminho também tem as mesmas setas e curvas. Já que a brisa é suave, vamos andando e descendo a ladeira, do Oiapoque ao Chuí, com a mesma determinação de quem cobra  e corre para fazer o gol!.


Contando as horas… cada segundo no seu galho!

Setembro 18, 2009

Na parede já não há relógios, os minutos e segundos, que nos apontam, despontam como cruéis devassos, nesse ir e vir desenfreado.  Há uníssono bate estacas do pendulo, que dependurado em nossas costas, se torna um bibelô necessário.

Coroando os minutos e segundos, somos na mistura encantada, encarnada na tenacidade, e  no convexo que nos torna humano, mano de cada um.

Persistente e , cujo dizimo é o que cabe no latifúndio da mesma utopia que norteia, fazendo de um tudo um pouco, de zero a cem, louco de pedra ou puro sábio, zanzando em busca de um por que.

Que se danem as horas, vou chutar o balde e o pé da barraca, na sexta-feira que me torna ou entorna o  verdadeiro eu. Do zero a cem, sem nada a te medir, pois na batalha, também tem espaço para beber e tirar, do joelho ou da nascente.

Já que odômetro não para, e não da para zerar. Envergo a canção que me venha a cabeça e peço para descer mais um, seja esse um santo amigo, ou um grau de um alambique qualquer, ou simplesmente o alambrado, e me ponho na banguela, rumo ao pouco tempo que possa ainda restar.


Na alma de cada um… Um remeleixo!

Setembro 11, 2009

 

Somos o todo, e cada gesto e ato, faz de fato a diferença, são ecos que propagam, fazendo onda e se cruzando. Tsunami de segunda a sexta.

A semana ainda é Deméter entristecido, e já que não chega à primavera, brincamos no gramado, e rolamos a bola, com cuidado para não fazer pênalti e realizar um gol. E se no vizinho…

É como alma inquieta, centelha na pira, linha de pipa faceira, broto de goiabeira, um amarelo de vez. É ritmo no embalo itinerante, de apregoar leiloeiro. Se alma é prece incerta, como prosa e rima, também é miscigenada. Se carioca ou Paulista, se Mineira ou outro canto… A nossa é toda Guerreira.

E como gol verde e amarelo, sabor de cravo e canela, é camiseta alvinegra (a minha), é uma cerva na mesa, é alegria a toda, na centelha anímica emanada de cada um. Pode se gabar!  Tu és Brasileiro e hoje é sexta-feira.

joseli@lves
11 Set 2009


Soneto a lua

Setembro 5, 2009

Por que choras, na noite fria e tão escura
A procurar, insistente em cada canto
Vasculha a terra, e essa cobre com seu manto
Tornando-a sua, iluminada e assim pura

Qual paixão, que te faz tão dependente?
Logo tu, que és rainha e utopia
Tem-se a alma, dessa tal que te copia
E é verdade, desse tal que aqui não mente.

Fazem-te versos, e nele tu só brilhas
Reflete o amor, desses tantos aqui poetas
Que te tomam cada qual como sua.

Não derrame uma lagrima sequer
És mulher, nas almas puras e inquietas
Desses tantos, que te querem assim só lua.