Nuvens na cidade sol, lágrimas escorrem do céu sempre azul, que se transcende além dos sons que ecoam em uma esquina por aí. A garoa que era acolá, hoje cá está parafraseando o que ainda há de vir, o que ainda possa ter…
Quer saber? Que assim seja, lave as ruas e umedeça a alma, cujas penas se expiam nos longos dias que se comprimem e cada instante é menos, cada hora vai ficando tão mínima, que parecem lágrimas, que secam antes de cair ao solo quente.
E de solo, somos nós que na coletividade, enfurnam risos e se ocultam na garoa que nos tornam sombras encobrindo a alegria oculta em eletrônicos abraços, e frios apertos de mãos, ou a sobrancelha levantada, na ausência de um som.
Soltemos o grito, e na ausência do luminescente, façamos o brilho de cada um afastar as sombras e que a sexta se ilumine, e eleve cada um ao patamar que nos é justo, sempre além do sol e entoemos em bom e sonoro som. Somos nós que fazemos a diferença, a cada dia, humanos e sensíveis.
Escrito por joseli@lves
Escrito por joseli@lves
Escrito por joseli@lves